domingo, 23 de janeiro de 2011

CURUPIRA MC - Placa Comemorativa - Fundação

Aos Quinze Dias do Mês de Janeiro do Ano Dois Mil e Onze, em seu bar sede, o Curupira MC inaugurou uma Placa Comemorativa de sua fundação, tendo 9 integrantes fundadores, presididos pelo motociclista Renato e como vice presidente o motociclista Papa.


O descerramento da placa comemorativa foi realizada em conjunto pela Madrinha Alice, viúva do saudoso Fratelli e pelo presidente do Alvorada Nova MC, tendo ambos feito pronunciamentos de estímulo aos integrantes para que sigam as máximas do motociclismo, notadamente quanto à segurança, integração, fraternidade, colaboração e benemerência.


Após a cerimônia, foram abertos os isopores, liberando geral as cevinhas, refrigerantes, bem como diversos tipos de carnes, tudo servido com desprendimento e alegria.


Estavam representando a diretoria do Monte Cristo MC, o diretor Ruy Jordá e sua garupa Márcia, os integrantes R. Mecca, Reinaldo, sua garupa Milka e Wilsão (Americana). Outros integrantes do Alvorada Nova MC e o representante do Bodes do Asfalto MC, Mascarenhas também alegraram a festa com suas presenças.


No dia seguinte, domingo, 16/01/2011, o Curupira MC fez um B&V a Paranapiacaba - SP, distante menos de 100km de Sampa, mas que encheu a todos seus integrantes e convidados de alegria. Eu e o Mascarenhas, retro mencionado, esperámos o bonde na Anchieta, posto 10.


Tempo muito bom, sol ardendo e o bonde seguiu pela Anchieta até a entrada para Estrada Velha de Santos (Caminho do Mar). O trevo para Mogi, Suzano e Ribeirão Pires até a bifurcação e chegada a Paranapiacaba, foram mais uns 40 km, onde todos estacionaram suas motos no pátio da velha igreja local.


Ao chegarmos, os sinos dobraram no campanário e uma senhora nos avisou que era a mensagem de bem vindos a todos em nome do Padre André, que rezava a missa naquele instante, ao mesmo tempo que representava um convite para que adentrassemos à igreja, assistindo o término da missa. De pronto, todos o fizemos, sendo recebidos com palmas pelo Padre André e seus paroquianos.


Demonstrando conhecimento sobre motociclismo e motociclistas, o Padre André discorreu sobre o tema sem que isto perturbasse os presentes, os sorrisos confirmaram o contrário. Aproveitou o ensejo para incumbir o Curupira MC de promover uma procissão de motos vinda de São Paulo com recepção em Paranapiacaba, pelo Padre André e todos os seus paroquianos, em uma festa comemorativa. Este evento será agendado para daqui 1 ano, mais ou menos.


Ao término da missa, brindou os integrantes do Curupira MC, com um aguardente produzido no local, presenteando o presidente Renato e seu vice Papa com cálices especiais.

A seguir, atendendo pedidos dos integrantes, benzeu com água benta todos os integrantes, suas motos e chaves, augurando muita proteção e fraternidade ao MC.

Próximo ao almoço, ficou decidida a ida a um dos restaurantes locais, onde o filé à parmegiana é super, qualidade similar aos ótimos de Sampa.

Caminhando a pé pelas vielas e pontilhões da antiga vila inglesa, os integrantes puderam visualizar um cenário de muitas décadas, quiçá 100 anos, onde o progresso se deslocava pela ferrovia Santos Jundiaí. As velhas casas, hoje pontos comerciais, a estação de passageiros, as dezenas de troncos com seus trilhos ainda fixados aos antigos dormentes, os velhos e carcomidos vagões são, de fato, imagens muito marcantes. É uma visão que nos remete ao passado, para muitos, como eu, à infância e juventude com os ramais do Centro à Cantareira e a Cumbica.

De decoração muito simples, o restaurante confirmou sua qualidade no parmegiana e na cerveja gelada, selando com muito sabor essa visita inaugural do Curupira MC.

Com alguns pingos prenunciando chuva forte, saímos rapidamente do pátio da igreja rumo à estrada asfaltada. Foi a conta de colocarmos as capas, pois desabou um aguaceiro tremendo que nos acompanhou até a chegada à Anchieta, amainando, em seguida.

Assim, estava concluído o primeiro B&V do recém fundado Curupira MC que, com muita satisfação tomei parte, sendo o início de muitos outros que partilharemos com o Monte Cristo MC.

Fiquem com Deus!
R. Mecca

domingo, 16 de janeiro de 2011

MONTE CRISTO MOTO CLUBE

Hoje, 15/01/2011, cerca de 30 pilotos, diversos com suas garupas, estiveram reunidos no Bar Villa Fiore, em Assembléia Geral, com as seguintes definições:

1. O nome do novo MC é Monte Cristo, eleito entre outros 3 nomes sugeridos;
2. O escudo ou brasão ou patch foi escolhido entre duas opções apresentadas;
3. O Regulamento do MC foi aprovado por unanimidade;
4. O Bar oficial para reuniões às quartas feiras continuará sendo buscado, todavia já está definido que não será no Villa Fiore.

Esta Assembléia Geral e suas decisões permitirá que a nova diretoria, presidida pelo Billy, inicie suas atividades oficialmente, planejando, organizando e executando ações em suas respectivas áreas.

Foi uma reunião amigável, durante a qual vários integrantes e garupas apresentaram sugestões, analisadas e decididas, sem constituírem pendências futuras. Somente um pequeno detalhe foi postergado, o local no escudo onde será inserida a sigla MC. Coube ao Marcelo elaborar 1 ou mais opções para apreciação da diretoria, nos próximos dias.

Enfim, vida longa a este novo moto clube!

Fiquem com Deus!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

MINHA NOVA MÁQUINA - BMW R1150-GS


Caros amigos,


Apresento-lhes minha BMW - big trail que procurava.
Eu a busquei em Campos do Jordão, comprada do amigo Paulo C. C., proprietário do Restaurante La Gália, daquela cidade.
Antes de vê-la, eu e o Waldomiro, meu sócio na Segbras, almoçamos naquele restaurante com o Paulo.
Seguindo sua sugestão, devoramos um magnífico bife de chorizo e seus acompanhamentos, no ambiente agradabilíssimo do La Gália.

Após, fomos ver a moto e decidimos a compra, passando pelo banco e pelo cartório, concretizando a aquisição.

A moto está inteira, bonita, silenciosa e foi uma delícia pilotá-la. Contrariando minha digitação anterior, não observei qualquer ruído como relatado e isto me deixou muito contente.

De Campos do Jordão até minha casa foram 200km rodados sob chuva constante, durante os quais a moto comportou-se soberana e tranquila. Após encher o tanque, o Paulo rodara 116km e eu mais 200km, totalizando 316km sem que chegasse à reserva (4 litros), confirmando ser uma moto econômica e de grande autonomia.

Assim, já estou apto a viajar por locais ainda não visitados por falta de equipamento adequado. Logo terei opções.

Abraços e fiquem com Deus!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NOVO PROJETO - BRASIL N/NE - BMW GS

Caros bloguistas, boa tarde!
Nesses dias tenho procurado uma moto BMW R1150GS, não necessariamente semi nova, mas que esteja em bom estado para que eu faça uma viagem para o NE e N do Brasil, sabidamente com estradas não tão boas como as do sul/sudeste. Minha companheira de tantos kms, Suzuki LC1500 2004 não se daria bem por aquelas paragens, pelo peso/estilo x piso das pistas.
Tenho encontrado muitas opções, desde ano 2000 a 2004, completas e inteiras. Preciso chegar no equilíbrio entre tudo isto e o que disponho para essa compra. Como sempre, chegarei lá e comprarei uma senhora BMW para esse novo projeto.
Nunca tive nem pilotei uma BMW, embora tenha motocado com inúmeras marcas e modelos.
Achei estranho o que observei nas motos BMW, não se resumindo às modelo GS. Há um ruído anormal em outras marcas, mesmo com cardan, que parece um rajado na região do motor, mais especificamente no local onde se situa a embreagem, que é seca.
Uma das motos que pesquisei foi levada à concessionária Caltabiano, da Av. Brás Leme. O chefe da mecânica, demonstrando muita experiência, disse que esse ruído é uma característica da BMW, pois sua embreagem seca assemelha-se à dos antigo fusca, com disco e platô acionado por chapéu chinês e molas.
Esse conjunto fica grilando quando se acelera pouco e rapidamente, em ponto morto (sobre o cavalete). Acionando-se a embreagem, o ruído desaparece e só o potente motor fica ronronando, como um gato!
Disse-me ele que não é sinal de fadiga, de desgaste ou de qualquer outra forma de avaria pré anunciada. Para confirmar, testou umas 4 BMW's de modelos diferentes, com o mesmo tipo de embreagem. Duas delas, por sinal mais novas, faziam ruído mais audível ainda, sendo até incômodo para quem não convive com ele.
Liguei para alguns amigos que têm ou tiveram BMW e todos confirmaram esse parecer.
Bem, acredito que uma marca como a BMW deve ter tentado solucionar esse grilo há anos, sem sucesso, pois a permanente justificativa de que isso é normal deve macular muito a imagem da fábrica, reduzindo, pelo menos temporariamente, a satisfação do novo cliente.
Considerando os relatos que leio/ouço e vídeos que assisto onde a BMW é o principal coadjuvante em aventuras por lugares inóspitos, acredito que seu desempenho, robustez e garantia de sair e chegar não foram construídos à tôa. Ela é realmente muito confiável e isto é suficiente!
Ainda continuo procurando uma delas que melhor se adapte ao meu custo x benefícios já que pretendo me mandar a partir de março/abril-2011.
Caso tenham alguma boa dica, estarei na escuta. Pagarei à vista e cuidarei dela da mesma forma que das minhas XLX e LC1500, que estão interinhas.
Fiquem com Deus!
R. Mecca

HONDA XLX 250R 1986/1987 - INSPEÇÃO VEICULAR


Meus caros bloguistas, bom dia!


Sinto-me como se tivesse ficado em dependência de matéria ou em segunda época, como diziam os dinossauros de minha época de estudante do ginásio.


Minha querida Honda XLX250R, (fotos) com seus 24 anos de idade e pouco mais de 50.000km, foi reprovada na inspeção veicular. Sua emissão de gases ficou em 7.89. Putz, no ano passado, com a mesma emissão ela havia sido aprovada! Acontece que neste ano o limite foi alterado, PARA BAIXO! Era 9,00 e passou para 7,00!! Como pode? Eu nem sabia disso e nem me preocupei.


Disse o inspetor que esse índice é fornecido pelos fabricantes de motos, dizendo ser possível alcançá-los. Pô, é como mandar lobos cuidarem das ovelhas, não é mesmo? Aos fabricantes interessa o quê? Conservar uma moto rodando anos e anos ou vender uma nova?


Tudo bem, farei a verificação geral e chegarei abaixo do limite. Vocês saberão do resultado.
Abraços e tenham todos um felicíssimo Natal e que 2011 sorria para todos com novas esperanças, realizações de sonhos, sucesso nos negócios, muita saúde e, acima de tudo, muita, mas muita alegria.
Fiquem com Deus!
R. Mecca


domingo, 11 de abril de 2010

LISTA SHADOW NO SAPEZEIRO - 2010

Hoje, 10/04/2010, houve um encontro dos antigos integrantes da Lista Shadow, no Rancho do Guitão Restaurante.

Do trevo da Bandeirantes Nova com a Rodovia Comendador Emilio Romi, que liga Santa Bárbara do Oeste a Capivari, poucos kms adiante, sentido Capivari, à direita, há placa sinalizando Bairro Santo Antonio do Sapezeiro. Essa pequena estrada asfaltada, que corre por entre canaviais, leva ao Rancho do Guitão, alguns kms à frente, à esquerda.

Local de vários encontros dos amigos da Lista Shadow, o Guitão tem como principal atração sua linguiça artesanal (normal ou dinamite!!!!), frango caipira a passarinho, costelinha de porco, entre outros apetitosos petiscos, todos regados à deliciosa caipirinha ou cerveja geladíssima. Local simples e acolhedor, com porção da deliciosa linguiça a R$ 10,00, cerveja Brahma 600ml a R$ 4,00. Aos domingos recebem mais de 300 pessoas em seu restaurante com fogão a lenha. Vale a pena conferir!

O que é a Lista Shadow?

Foi aberta no Yahoo Grupos há quase 10 anos, quando a moto Shadow 600VT era uma coqueluche.

O início desta lista objetivava troca de informações sobre a dita cuja, tipo bomba de gasolina, tanque 18 litros, lubrificador de corrente entre tantas outras consultas que, mutuamente, uns faziam aos outros.

Com o tempo, tais informações derivaram para lugares visitados, recomendações sobre estradas, hotéis, cidades, atrações, tornando-se rico meio de divulgação de passeios e viagens.

Paulatinamente, a presença constante de todos diante da telinha do PC ou notebook criou inúmeras amizades virtuais de norte a sul do Brasil que culminou com a organização de um encontro nacional. Ele ocorreu, SMJ, em 2002 ou 2003, na Serra do Rio do Rastro - SC. Lá estiveram bondes do RS, SC, PR, SP e RJ numa memorável confraternização. Novas viagens àquela região foram realizadas e muitas histórias e estórias podem ser contadas por todos.

Daquele início, com o passar dos anos, houve inúmeros outros encontros, com presença crescente dos amantes das Duas Rodas, antigos e novos. Viagens internacionais já foram realizadas com integrantes de diferentes estados, mixados com seus costumes, mas integrados nos sonhos de conhecer lugares, povos e culturas diferentes.

Esta é a imagem da Lista Shadow, onde somente uns poucos amigos ainda possuem tais máquinas, já que predominam as mais modernas, velozes e injetadas.

O vídeo postado aqui mostra um pouco do relacionamento entre amigos de tantos anos, hoje pertencentes aos quadros de diversos outros motoclubes, mas que mantém a Lista Shadow como algo particular e especial. Bom divertimento.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

RODOANEL MÁRIO COVAS - NOVO TRECHO

Concluído o fechamento do mês e planejados os próximos 3 meses na Segbras, fiquei liberado para uma motocadinha básica nesta Sexta Feira Santa.

Decidi conhecer o novo trecho do RodoAnel, inaugurado pelo governador José Serra, antes de sua saída do executivo paulista para concorrer às eleições a presidente da república.

Na garupa, minha filha Vanessa, que, como eu, adora motocar.

Minha velha Suzuki, já refeita com nova carburação no Alemão - Rua Santa Cruz -Ipiranga, comportou-se como nos velhos tempos, similar a relógio suíço, poderosa nas arrancadas e suave no asfalto. A bem da verdade, como disse ontem o Alemão: Quem pilota uma LC, pilotará qualquer outra moto. Ela é grande, pesada, pneus largos, daí sua ciclística ser mais difícil que as demais. É a moto ideal para quem quer ir e voltar, em qualquer distância.

Bem, descemos até a Av. Ricardo Jafet e pegamos a Imigrantes. No local da antiga entrada para S. Bernardo Battistini, saímos à direita, passamos pelo pedágio, contornamos a pista e encontramos uma bifurcação: à direita segue-se para a Regis Bittencourt, Castello etc e à esquerda para Mauá, Santo André...

Escolhemos rumo a Mauá, pois a motocadinha seria curta, para teste da moto e conhecimento daquela pista. O tráfego estava tranquilo e pudemos sentir a qualidade da estrada, do piso, da sinalização, das curvas, dos taludes recortados e sustentados, dos viadutos. Enfim, é uma estrada do primeiro mundo, embora muitos itens de segurança viária devem ser concluídos nos próximos meses: apoio, telefonia, postos de combustíveis etc.

A ida até Mauá, com cerca de 40km, foi deliciosa e o retorno muito tranquilo, com entrada segura na Imigrantes de sempre. Foi um passeio muito gostoso.

Com a LC em condições para novas motocadas, reativarei minha agenda de B&F e B&V junto com os amigos do Buena Vista-MC e dos Bodes do Asfalto, ambos de Sampa.

Até a próxima!
Mecca.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

01/2007 - Viagem Solo Argentina e Uruguai


Caros amigos, durante o ano de 2005, eu e alguns amigos planejamos ir ao Chile, descendo até Puerto Montt, estremidade do Chile continente, já que dali em diante, só ilhas e por navegação marítima.

Passando o Ano Novo em Rio das Ostras-RJ com a família, perdi o dia de saída 03/01/2006 e os meus amigos seguiram destino.

Klein com sua inseparável esposa Beth e o Giggio solo saíram de Sampa, encontrando o garotinho Mazzorana em Curitiba. Seguiram a Porto Alegre onde os esperavam o Diabolin, o Avelino Cassol e o Adv. Depois da festa do reencontro em POA, seguiram rumo a Santiago e a Puerto Montt.

Passados vários dias, acompanhando-os pela Internet, decidi encontrá-los em POA, no retorno. Em 18/01/2006, segui para Curitiba, encontrando o Zé do Laço, com quem almocei. Papo vai e papo vem, chegamos à conclusão de quem vai a POA vai a BAires. Ele me ajudou com a Carta Verde no HSBC de Curitiba e foi comigo até União da Vitória - PR. Conheci sua família daquela cidade e dormimos no Hotel Luz, muito aconchegante com seu banheiro único para todos os hóspedes.

Chovia muito quando nos despedimos na ponte que liga União da Vitória a Porto União. Ele voltou a Curitiba e eu segui rumo à fronteira, com saída por Barracão e entrada na Argentina via Bernardo Yrigoyen, pouco abaixo de Foz do Iguaçú.

Entrei na Argentina, enchi o tanque com a gasolina 95% e fui "descendo" sentido sul. Pernoitei em Posadas, cidadezinha pequena e agradável. Na manhã seguinte, dei um giro pela cidade e peguei a estrada. Estava muito longe de BAires ainda. Motoquei o dia todo, chegando à noite em Concórdia. Cheguei na praça principal para buscar informações quando fui convidado por 2 boas praças que estavam sentados bebendo cerveja. Sentei-me com eles e passei umas 2 horas bebericando Schneider, boa cerveja argentina. Quando o cansaço chegou e o menos velho percebeu, gentilmente guiou-me até o hotel de um amigo dele, onde passei a noite. Após o café da manhã, peguei estrada de novo.
A chuva havia passado, mas o céu, de vez em quando, mostrava-se ameaçador. Lembro-me que, após passar por Passos de los Libres, fronteira com Uruguaiana, precisei parar num posto para me equipar. O céu ficara feio e nervoso. Os caminhoneiros que lá estavam, sugeriram que esperasse um pouco, mas queria chegar em BAires. Peguei um dos maiores torós da minha vida. Com sua mão divina, o Senhor dos Mundos segurou minha brava LC1500 em 2 aquaplanagens terríveis, a uns 110 km/h. A moto sambou doida e com muito custo conseguir equilibrar-me e segurá-la. O velho coração bateu muito forte naqueles momentos. Decidi reduzir a velocidade e assim o fiz, seguindo maneiro e molhado. Poucos conseguirão imaginar um toró danado, baixa visibilidade e caminhões contrários jogando verdadeira onda d'água sobre mim ao cruzarem, somando-se ao vento fortíssimo daquelas planícies sem fim. Afinal, um acidente àquelas alturas seria uma lástima!
Chegando a BAires, ainda de dia, precisava encontrar um hotel para ficar. Como sabem, sou motociclista à moda antiga, não planejo, nem reservo nadinha. Meus amigos é que se viram em detalhar suas viagens, listando postos de combustíveis, hoteis, restaurantes, levando consigo GPS além de alguns mapas. Cabeça dura e fria, vou é no papo mesmo, conversando com todos que encontro, pedindo dicas, trocando idéias enquanto descanso e assim vai. O mapa acima traçado foi feito depois da viagem, claro, já que iria somente a Porto Alegre!
Havia um congresso naquela cidade e foi muito difícil encontrar hotel na chegada. Percebi um certo preconceito com motociclistas, pois nem conseguia entrar no hotel, já que os porteiros diziam que não havia vaga! Até um padre, brasileiro, que identificando minhas bandeiras (Brasil e São Paulo) veio até mim, conversou e orientou-me a ir até um hotel de amigo dele. Nem com a reza do padre eu consegui vaga.
Bem, o santo é forte e, motocando pelo centro da cidade, encontrei um hotelzinho pequeno, de nome Piriápolis, que me abrigou. A única restrição que faço é o banheiro, onde o chuveiro é ao lado da bacia e molha tudo quando se toma uma ducha. O resto é 10! O dono, o pessoal de recepção e a localização.

Estava há 3 dias em BAires quando as primeiras 3 motos chegaram. As outras 3 se separaram em Santiago devido divergências de roteiro e comportamento entre 2 membros.
Na noite em que chegaram, decidimos pegar táxi (muito barato) e ir até Puerto Madero, velho porto do Rio da Prata, que passou décadas semi abandonado. Reestruturado para lazer e turismo, ficou lindíssimo, com marina, restaurantes, calçadões, jardins. Entramos numa baita churrascaria (parrillaria), elegante e com fila para ingresso. A carne, saladas, vinhos tudo de primeira! Pouco antes de sairmos, descobrimos que era uma filial do Rubayat, inaugurada logo após a reconstrução de Puerto Madero.
No dia seguinte, saímos de metrô, bem próximo do Piriápolis e depois pegamos um trem turístico que nos levou até o porto de onde saem catamarans para o Rio da Prata. Só os visitamos e retornamos à cidade. Eles queriam fazer compras na Calle Florida e arredores, além de visitarem o Caminito.
Não deu tempo para conhecerem o bairro de San Palermo, onde por quarteirões, há uma feira de antiguidade. Eu a visitei sozinho, num domingo após minha chegada. Itens do arco da velha podem ser comprados por preços baixos (padrão do Real), mas não por motociclistas, cujo espaço é tão valioso quanto de uma Enterprise.
Após a 2 noite em BAires, o pessoal do Chile quis pegar estrada. Esse era o bonde dos rapidinhos, aqueles que não queriam parar, fotografar e descansar. Tinha objetivo de retornar rápido. São caras legais, mas eu deveria ter pegado o bonde dos fotógrafos e dos admiradores de paisagens, certo? Esse foi o 2 bonde e chegou 1 ou 2 dias depois em POA. Ainda assim, foi muito gostoso e agradável motocar com aquele pessoal.
Atravessamos o Rio da Prata e chegamos ao Uruguai, via Colonia del Sacramento. Há uma travessia mais demorada e que deixa os passageiros já em Montevidéu. Não nos parecia legal, ainda que houvesse pressa naquela turminha.
Sacramento é uma velha cidade histórica, fundada por portugueses e que passou ao domínio espanhol tempos depois. Tem muralhas, velhos canhões, praças e a ótima cerveja uruguaia Patrícia, para mim a melhor que já bebi em tantas paragens. Depois de algumas horas, seguimos viagem.
Pernoitamos em Montevidéu, em hotel aconchegante e barato! No dia seguinte, saímos para um tour na cidade. Seus prédios antigos muito bem conservados e sem grandes arranha céus, Montevidéu pareceu-me parada no tempo, linda e tranquila. Lamentavelmente, não ficamos mais em Montevidéu.
Nossa bússola apontava para o norte e seguimos para Porto Alegre, passando por Punta Balena, Punta del Leste, onde paramos somente para o almoço e cervejas Patrícia. Não tivemos tempo para esmiuçar aquela linda cidade, de grandes casarões, avenidas, restaurantes, cassinos e gente bonita. Pena o que a pressa faz!
Após poucas centenas de quilometros, chegamos ao Chuy uruguaio e ao Chuí brasileiro, onde fizemos algumas fotos, daquele estremo brasileiro.
A passagem pela reserva de Tuim, a baixa velocidade (radares), com paisagem homogênea de banhados, nos permitiu ver centenas de famílias de capivaras, jacarés do papo amarelo ao sol e uma pluralidade de aves inimaginável. lindo aquele lugar e eficiente sua conservação. Mesmo com todo o cuidado, encontrámos muitas carcaças de capivaras que, buscando atravessar a estreita pista, são atropeladas e mortas. Pena!

Pernoitamos em Santa Vitória do Palmar-RS, depois em POA. Na chegada, defronte a concessionária Suzuki da Av. Farrapos, tem uma pequena oficina e um botéco. Lá nos esperavam um grupo de amigos(as), com os quais derramamos umas merecidas POLARES.
Cansados, seguimos para o Hotel Porto Alegre, simples e muito legal. No dia seguinte, o pessoal de Sampa já estava na estrada e, tendo me despedido deles, permaneci mais uns 3 dias em POA, onde vivera 11 anos, de 1967 a 1978. Revi amigos e visitei lugares de belas lembranças, inclusive minha Escola de Engenharia da UFRGS, onde me formei em 1977, quase 30 anos antes e a Vila militar da FAB, em Canoas, onde morei nos tempos de caserna.

Retornei a Sampa via BR-116, para mim maravilhosa com suas curvas, seus sobes e desces, sua paisagem inigualável e seus povoados alemães e italianos.

Cheguei em Sampa debaixo de chuva torrencial, 14 dias depois da minha saída. Encontrei minha esposa carrancuda, pois sentia-se enganada por mim, já que ia somente até o RS e não à Argentina. Alguns dias depois, tudo estava numa boa, claro!

Acredito que poucos são os motociclistas que gostam de viajar solo, sem parceiro e sem garupa. Particularmente, eu gosto muito! Não tenho hora para sair, nem para chegar. Paro onde quero e demoro o tempo que desejar ou motoco o tempo que preferir, 200 ou 1.200km/dia. Fico no hotel que decidir e assim por diante. Desta forma, não há discussão sobre o que fazer ou deixar de fazer.
Viagens posteriores - Puerto Montt e Machu Picchu tive a companhia de 1 parceiro, até porque há sempre aquele furacão no planejamento e aquele esvaziamento quando se aproxima a data da viagem.
Não consegui postar um semi-vídeo desta viagem.
Minha próxima postagem, será a viagem que fiz para o Chile, até Puerto Montt, em dezembro/2007. Fui com o Will Bill, do MC Bodes do Asfalto, um tremendo camarada, excelente parceiro e um topa tudo muito legal! Até lá.

domingo, 29 de novembro de 2009

Semi-vídeo MachuPicchu-2008

Das centenas de fotos que fizemos durante a viagem, o Atiê aproveitou algumas para elaborar este slide show, que não chega a ser um vídeo, mas que dá uma dimensão exata do que é aquela cidade incrustada no topo da cordilheira. Pela falta de tempo no retorno, acabei esquecendo de inserir fotos e este vídeo em meu blog, o que faço agora.

domingo, 9 de agosto de 2009

Recuperação da Suzuki LC 1500.

Ora, bloguistas queridos, cá estou eu depois de 7 meses sem dedilhar nesse blog. Aproveito para desejar àqueles que são pais, um Dia dos Pais mais feliz de todos e àqueles que ainda são filhos, que o Senhor dos Mundos conserve seus pais por muito tempo, para que vocês possam abraçá-los e dizer-lhes o quanto são amados. Sempre será um aditivo à sobrevida de todos eles!

Bem, por que não dedilhei mais neste blog? Explico:
a) Não fiz outra viagem digna de relato;
b) Minha moto apresentou problemas ao cabo da viagem a MachuPicchu e eu não tive grana nem tempo para deixá-la zerada.

Passadas as festas, vieram as férias e uma quantidade enorme de trabalho, com inúmeras instalações de alarmes, CFTV's, Cercas Elétricas, que a Segbras, minha empresa, quase não deu conta. Foram 2 a 3 meses de estafante jornada, fazendo-me não acreditar em crise, aliás, que crise?

Não entrei nas intensas atividades do meu querido Buena Vista MC já que não tinha a moto em condições. Fiz muitos investimentos na empresa e fiquei com a grana curta para viagens. Confesso que ainda estava me sentindo satisfeito com a overdose da última.

Há cerca de 2 meses, levei minha gloriosa Suzuki LC1500 2004 para a revisão geral na concessionária RedFox, ali na Radial Leste, onde tenho todo o prontuário dela.

Depois da desmontagem quase total, fui informado que além das trocas normais de pneus, lubrificação geral, pastilhas de freio, etc., deveria substituir o carburador devido ovalização dos difusores (2 pequenos insertos em bronze, com orifício por onde passam as agulhas da injeção). Preço do carburador original mais de R$ 5.000,00!!! Isto seria adicionado aos R$ 1.800,00 da revisão prevista. Quase impossível concordar com tal laudo e orçamento, sem busca de alternativas.

Como engenheiro e ex-sócio de empresa de manutenção industrial, em Macaé - RJ e Volta Redonda - RJ, percebi que aqueles insertos não foram fundidos ali, mas tinham sido usinados e inseridos no bloco fundido do carburador. Assim, poderiam ser substituídos por novos insertos e não haveria troca do carburador. Coisas de concessionária, certo?

Ajudado pelo sempre disposto amigo Irmão Ruy Jordá, do BV-MC, levei o carburador à oficina do Roberto, conhecido como Cascão e reconhecido como um McGiver das motos. Esperamos quase 1 hora para ser atendidos, mas valeu a pena. O Roberto, com sua tranquilidade quase oriental, disse que faria o reparo devendo comprar a matéria prima para usinagem e broquinhas especiais para atender o diâmetro necessário.

Quase 1 mês depois (ambos não tivemos tempo antes) fui buscar o carburador reparado. Preço? Custou-me 3,7% do preço do carburador novo. Levei-o à RedFox, onde o experiente Luís completaria a revisão.

Algumas semanas depois fui buscar a moto, mais precisamente, dia 03/08/2009. Segundo o Luís, fez a carburação completa, com equalização e tudo o mais. Ele afirmou que a moto ficou quase perfeita, ou melhor, uns 70% boa, mas 10.000% melhor que a que chegou. Claro que ele não podia endossar o reparo feito pelo Roberto, afinal seu ganha pão é a RedFox e ela sobrevive com manutenções e sobressalentes, além da venda de motos novas!

Entre a RedFox e a oficina do Luís Araújo (BV-MC)- Fórmula 1, rodei no trânsito uns 15 km, percebendo que a moto andou normal, sem ratear, embora pipocasse o escape na desaceleração. Tanto pode ser regulagem da mistura como entrada de ar pelo escape, já desgastado. Descobrirei a seguir, na primeira viagem e regulagem fina.

Ela se encontra na Fórmula 1 onde passará por uma sessão de rejuvenescimento, devido aos contratempos sofridos na última viagem (MachuPicchu).

Em alguns dias eu a colocarei na estrada para testes e pensarei no que fazer lá pelo final do ano, quando, quase sempre, tiro alguns dias de férias.

Tenho vontade de seguir pelo litoral até Lençóis Maranhenses e voltar pelo centro do Brasil, via Brasília. Precisarei de tempo, uma vez que, sabidamente, as estradas do norte e nordeste são péssimas para motos turismo. Descansarei alguns dias em Caldas Novas - GO, se meu compadre, amigo e Irmão Reinaldo Passadori emprestar seu apto no condomínio das 7 piscinas térmicas.
Por falar nele, adicionarei, se conseguir, uma entrevista dele a uma revista especializada em treinamento pessoal, onde relata que o motociclismo foi um divisor de águas em sua vida, além, claro, de seu casamento com a Lú e do nascimento de seus lindos filhos, Gabriel (meu afilhado) e João Vitor.

Por hoje é só. Logo mais terei novas digitações, pois meu tempo começa a permitir.

Abraços e fiquem com Deus!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Machu Picchu - Considerações Finais

Queridos(as) bloguistas,

Concluída a viagem que tanto desejei e planejei fazer, a tendência seria esquecer os momentos difíceis passados e ressaltar tudo aquilo que nos deixou felizes. Por saber disso, sempre faço muitas fotos, pois elas me fazem reviver muito do que vivenciei. A decisão de montar e manter um blog durante a viagem foi minha leitura do que havia sido digitado pelo maninho Mazzo, BV-MC Curitiba e da informação do Atiê de que havia aberto um para ele.

Puxa, achei uma ótima idéia, principalmente porque poderia registrar, quase em tempo real, todas as experiências vividas, boas e más.

Certamente, o blog do Atiê melhorará as informações contidas neste ou complementando-as, quando não apresentadas. Suas impressões deverão corroborar ou não as minhas e todos vocês poderão fazer uma ótima triagem de tudo que postamos.

Uma viagem como essa possibilita a alteração de comportamento de qualquer integrante. Afinal, para muitos, a saudade de casa, problemas com a moto, dificuldades com autoridades dos países visitados, malandragem babaca, hospedagem sem conforto suficiente, refeições pouco recomendadas, dinheiro gasto e prazo escasseando são motivos mais que suficientes para transtornar o espírito, perturbar o sono, prejudicando o descanso. A isso tudo se soma as diferenças comportamentais e culturais dos viajantes, eventual egocentrismo e possível intolerância.

Assim, um projeto de viagem, que supere aqueles famosos bate e fica (B&F) dos feriadões, deve levar em consideração:

a) planejamento das rotas, dos hoteis e dos reabastecimentos (galões reservas?);
b) verba necessária, além de cartões de crédito e de saque rápido;
c) prazo com folga;
d) revisão das máquinas (provavelmente darão algum tipo de problema, mesmo assim);
e) preparação dos documentos necessários (todos são imprescindíveis, mesmo que não requisitados durante a viagem, evitando ficar nas mãos de autoridades estranhas);
f) sobressalentes previsíveis (lâmpadas, cabos, velas etc);
g) roupa (somente a necessária), sem esquecer a de chuva, incluindo luvas e galochas para botas;
h) remédios de uso continuado, dor de cabeça, dor de estômago, pancadas, gripe etc;
i) chaves reservas da moto, do tanque e dos maleiros;
j) celulares adequados para uso internacional (ligações caras, só para emergências);
k) ferramentas mais indicadas para cada modelo de moto;
l) leitura de blogs, referenciando viagens anteriores, pegando dicas e endereços postados;
m) notebook wireless (boa, Atiê) para contato com a família e amigos plugados no skype e msn;

De nada adiantará tudo isso, se num projeto desses, não se levar em conta o conhecimento mútuo entre os componentes. Conhecerem-se durante a viagem poderá ser desastroso, ainda que o comum é se conhecerem melhor numa viagem longa. Já assisti viagem de 6 componentes que se dividiram em duas equipes: 3 + 3 , conseguindo manter inalteradas a amizade e a consideração, após a difícil convivência como viajantes.

Como já dito por mim e pelo Atiê, esta viagem a Machu Picchu exigiu muito de nós dois, tanto na determinação e vontade de prosseguir quanto na preparação física, na tolerância mútua diante de problemas mecânicos, de rendimento das motos, de problemas pessoais e profissionais e até de manias e comportamentos ainda não conhecidos.

O companheirismo e consideração na diferença de rendimento das motos, onde o limite de distanciamento sempre será a moto do amigo ou seu farol no espelho retrovisor, é fator preponderante na segurança que devem sentir todos os componentes viajantes.

A passagem conjunta pelos postos de policiamento, de fronteira e aduanas dificulta sempre a pressão e o achaque.

De fato, foi e deverá ser a mais difícil viagem de moto já experimentada por mim.

Não desaconselho ninguém a fazê-la, até porque, se eu consegui, muitos outros conseguirão, até com maior facilidade. Uma coisa é certa, salvo alguns pequenos itinerários não feitos por nós diante da exiguidade de tempo do Atiê, não deverá ser considerada uma viagem de turismo. Existem dezenas de viagens de moto que poderiam ser melhor classificadas nesse segmento.

Desejo agradecer a todos aqueles que me permitiram realizar esse sonho: minha família, meus colaboradores, meus clientes, meus amigos e minhas amigas que por todos os meios me incentivaram, principalmente via blog, no dia a dia, aos novos amigos que encontramos no caminho, destacando Miguel Ángel e Juan - de Jujuy, Ovídio Coaquira - La Paz, Edegar e Edegarito - Sacaba, Marizol Rosas - Cuzco e Paula Kiwicha - Susques. Perdoem-me aqueles que, sem querer, esqueci de mencionar.

Não poderia deixar de agradecer ao Atiê, por suas qualidades como irmão e amigo, parceiro, participativo, ativo (elétrico) e confiável, durante esses 24 dias de pura emoção, expectativa, frustração, raiva e decisão que vivemos em comum. Aproveito para pedir-lhe escusas se, em algum momento, o frustrei com minhas palavras ou ações.

Por derradeiro, agradeço aos meus Anjos da Guarda (tenho vários) e a Deus por terem-me guardado e socorrido nos momentos difíceis desses 8.014 kms rodados.

Muito obrigado a todos e até uma próxima oportunidade!

FOTOS: Acessem a URL: http://picasaweb.google.com/r.mecca33 (copiem e colem no navegador da Internet). Cliquem sobre Apresentação de Slides. Espero que gostem!

Renato Mecca - motociclista
integrante do Buena Vista - MC - São Paulo - SP => http://www.buenavistamc.org/

Sampa - Chegamos!

A saída de Lins, pela manhã de 18/12/2008, foi tranquila e logo estávamos na estrada Marechal Rondon. Motos calibradas e abastecidas. Pegamos o rumo, reabastecendo em Botucatú, a 196 km, com 11,68 litros. Pouco à frente, entramos no ramal que nos levou à Castelo Branco.

Em Boituva, 107 km após, paramos para almoçar e reabasteci com 5,18 litros que me permitiu chegar a Sampa, minha casa, depois de 127 km, por volta das 16h30.

Considerando o odômetro de saída e chegada, havíamos motocado 8.014 km, percorrendo os países: Paraguai, Argentina, Chile, Perú e Bolívia. Nesta quilometragem não estão incluídos os 600km viajados no trem da morte, entre Santa Cruz de la Sierra e Quijarro.

Recebido pela Antonia, minha esposa e pelo Bolão, meu cãozinho, tomei água e um café caseiro. A sensação foi muito boa, embora sentisse os efeitos de tantas horas sentado sobre a moto.

Embora seja um camarada chegado a viagens, pois as fiz durante toda minha vida, em diversos meios de transporte, sempre me sinto muito bem ao chegar à minha casa e ao aconchego dos familiares.

Precisava concluir meu blog, desde a aduana boliviana, inserir fotos, corrigir a gramática e a falta de acentuação adequada nas postagens anteriores.

Para começar, busquei baixar as fotos de minha digital. Qual não foi minha surpresa ao perceber que a dita cuja dava sinais de fadiga desde as primeiras fotos feitas na viagem. Logo percebi o que o Atiê quis dizer quando informou que sua digital tinha mais nitidez que a minha.

Só para confirmar, não consegui aproveitar qualquer foto feita em Santa Cruz de la Sierra, na entrada do trem, durante a viagem nele, na chegada à aduana brasileira e todas as paisagens que admirei e fotografei desde Corumbá. Ficaram imprestáveis!

Isso me frustrou, mas não esmoreceu em tentar colocar as fotos dentro das postagens. Tentei isso e não consegui até agora, mas estou separando as melhores, das quase 550 fotos feitas, para um slideshow destinado a micros. Depois enviarei para os emails que tenho no meu catálogo de endereços, para que voces consigam lembrar minhas digitações a cada momento fotografado. Assim, aqueles que me acompanharam e não comentaram, por qualquer motivo, por gentileza, enviem um email para romecca@terra.com.br para que eu retorne a mensagem com o link de visualização das fotos, ok?

Peço vênia a todos vocês que me acompanharam com suas leituras e seus comentários, sempre de incentivo, que a demora para concluir a viagem nesse blog, se deveu à tristeza que senti ao saber que um grande amigo, irmãozão mesmo, havia falecido na data em que retornei. Perdi o pique, principalmente depois de ir ao enterro, entendem? Sentava-me diante do notebook e não conseguia articular frases. Mexi muito com as fotos e pouco consegui de produtivo. Já estou melhorando, daí ter digitado o acima.

Ainda farei o encerramento, quem sabe com recomendações úteis, observações pertinentes, sei lá.

Muito grato a todos!

Fiquem com Deus!

Mecca no Brasil - Aquidauana - MS e Lins - SP

Caros(as) amigos(as),

Depois de passarmos pela aduana boliviana, ingressarmos no Brasil, via Corumbá e enchermos os tanques, decidimos tocar o que pudéssemos para nos aproximar de Sampa em 2 lances, quem sabe, de 500km cada um.

Eram 13h56, de 16/12/2008 quando passamos pelo pedágio de Porto Morrinho - MS. Ao lado, um restaurante de um hotel desativado, temporariamente, recebeu-nos para o almoço. Foi um prato feito, com arroz, bastante feijão, carne, ovo e acompanhamento coca-cola. O sol estava forte e o calor infernal. Ficamos com ventiladores voltados para nós enquanto comíamos.

Não deu para o descanso esperado pelo Atiê, pois queríamos chegar a Aquidauana, maior que Miranda-MS. Para isso, pé na estrada!

Motocamos por 226km até chegarmos a Aquidauana.

Naquele trecho, ambas as motos se comportaram muito bem, firmes na aceleração, embora a minha não ultrapassasse os 120 km/h devido giclês apertados (ambos 100). Calculando depois, ela superou os 18 km/l, algo inimaginável para um motocão desses.

Bem no trevo de Anastácio e Aquidauana, há o Hotel Fenix Plaza (Av. Juscelino Kubitschek s/n - Tel: (67) 3245-3030 - fenixplazahotel@terra.com.br que nos recebeu muito bem, nos alojando em excelentes instalações, incluindo piscina com cascata. De lá, o Atiê fez contato com o Billy e Ruy via Skype, enquanto sorvíamos um uísque com gelo à beira da piscina. Este hotel superou todos os demais por R$ 60,00 / diária!!!! Puxa, é um local para passarmos alguns dias de repouso....

À noite fomos à Pizza 10, segundo o recepcionista, a melhor pizzaria da cidade. Tudo bem, lá deve ser mesmo. Enquanto o Atiê bebia refrigerante, eu degustei uma Brahma geladinha. Depois de um bom papo, voltamos ao hotel e dormimos o merecido.

Pela manhã do dia 17/12, ajustamos nossa bagagem nas motos e pegamos a trilha. Abastecemos em Campo Grande, Água Clara, Lavinha e chegamos a Lins ao anoitecer. Foi um tiro de 721km por estrada boa, com paisagem pantaneira, muito verde, gado pastando em planícies longínquas e tráfego tranquilo.

Como já antecipado em postagem anterior, ficamos no Lins Palace Hotel, centro da cidade. Ao lado ficava a lan house de onde dedilhei o último blog. Saindo de lá, por volta das 23h45, ainda deu tempo para comer um super hamburger na praça da matriz, defronte ao hotel. A seguir, fui dormir para o derradeiro lance até Sampa.

Fiquem com Deus!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Mecca em Santa Cruz - ainda (publicação atrasada)

Bem bloguistas, meus caros,

Tudo o que eu disse sobre o povo boliviano poderia ser apagado por umas 3 ou 4 pessoas que cruzamos durante a busca de passagens e transporte de nossas motos. A corrupção barata e a malandragem agulha se iniciou em Santa Cruz e só terminou quando cruzamos a fronteira para o Brasil. Enfim, todas as pessoas com quem conversamos pedindo informações, comprando passagens para nós e para embarcar nossas motos, além daquelas com quem tratamos na polícia nacional e aduana na saída da Bolívia desmereceram meu conceito sobre o povo boliviano.

Eu e o Atiê estivemos na Estação Bimodal no domingo, pois abririam das 16h00 até 17h00 para atendimento ao público e venda de passagens. Lá chegando, havia uma fila com umas 30 pessoas e, ao lado, uma outra fila para idosos, gestantes e incapacitados físicos.

Quem esperava comprar passagens para 2ª feira recebeu a mesma resposta do funcionário do guichê, José Luiz Gutierrez (nome que está no ticket): Não há mais lugares vagos. Só para 3ª, mais caras ou para 4ª feira, o mesmo trem. Eu e o Atiê observamos uma camarada magrinho que conversava com o vendedor e informava aos demais sobre a indisponibilidade de passagens para o dia seguinte. Bem, deveria ser um funcionário da ferrovia prestando serviços ao público, pensamos, já que trazia pendurado um crachá da ferrovia, sem seu nome. Fomos a ele e conversamos sobre eventual possibilidade de existir desistências ou alguma outra possibilidade. De pronto disse que poderia conseguir as 2 passagens para nós, mediante um plus no preço. Lembrei-me dos jogos de futebol no Pacaembú ou outro campo brasileiro e os cambistas. A passagem nos custaria 127,00 bolivianos e as conseguimos por 180 bolivianos. Ele queria 200,00 por cada, mas não conseguiu. Disse-nos que se chamava Máximo e assim atendeu quando o chamamos em outra oportunidade.
Deu-nos uma dica com quem tratar no dia seguinte para transporte das motos: Ligou para um amigo de nome Jorge, com quem falei ao seu celular, agendando tudo e nos fomos.
Ainda bem, pois o calor era intenso e aquela estação com teto metálico parecia um micro ondas.

Conversei com o Atiê e como estava próximo do almoço, convidei-o para comer comigo aquele xixão ... he he he... Pensei que ao lhe mostrar ele desistisse, mas o carinha nem se assombrou. Vendo o xixão e o preço, incluindo 500ml de coca cola, ele topou na horinha! Vcs tinham que ver, ele detonou! Bem, ao comer pela segunda vez, já me senti um boliviano... he he he e pedi o xixão com batatas fritas. Estava melhor que o da vez anterior.

Ele foi para seu hotel e eu para o meu, que era ao lado. Marcamos para o dia seguinte, às 08h30, na frente do meu hotel para embarcarmos as motos.

Dia seguinte, 2ª feira, entramos no portão de embarque de mercadoria, no outro portão, mas na mesma avenida e, lá no fundo, encontramos o Jorge que nos esperava. Rapidamente, ele providenciou uma rampa de madeira para subir a escada de uns 15 degraus, pois não há rampas, todo o trabalho é feito por estivadores uniformizados e que recebem dos usuários (nós) uma grana para empurrar as motos escadaria acima e por acondicionar (com papelões) as motos dentro dos vagões.

Chegando o chefe despachante da ferrovia, recebeu o Atiê com carranca, pediu o documento de ingresso da moto na Bolívia (esse documento só interessa à aduana na saída da Bolívia! Não sairíamos da Bolívia com o trem!). O Atiê teve que buscar esse documento em seu hotel, pegando táxi para isso. Claro que já estava impondo dificuldades para vender as facilidades. Não ganhou essa parada conosco! Entregue a documentação, só lhe restou emitir o documento e nos entregar. Minha moto pesou 350km e a do Atiê 250kg. O preço foi de 0,90 bolivianos por kg ou R$ 0,30/kg.

Levamos as motos para a área de embarque, a uns 30m. Ao chegarmos, um policial nacional (tipo polícia federal brasileira), lotado naquela área para narcóticos, tentou de várias formas impedir que as motos fossem embarcadas, alegando falta de documento de trânsito etc e tal. Como o Atiê, que estava com sua moto na dianteira, ficou muito irritado e começou a falar alto com o policial, ele se afastou com o Atiê para "conversar melhor". Não houve negócio, pois todos os documentos estavam legalizados conforme manda o figurino. Ele, muito sem graça, com toda aquela platéia assistindo o achaque, retirou-se sem levar sua grana. Pagamos o Jorge, despachante/estivador, com 100,00 bolivianos pelo esforço nas 2 motos. Elas seriam embarcadas no trem cargueiro das 12h00, na 2ª feira mesmo. Nós tínhamos que estar prontos para o embarque às 15h30, na estação.

Aproveitando o dia, saímos para comprar sobressalentes para a moto do Atiê. Ele acabou comprando uma corrente, um uísque e charutos. Fomos almoçar em um restaurante muito bom do centro da cidade. Depois, passamos no seu hotel para ele fechar a conta e nos dirigimos ao meu, onde, após um banhão frio, me vesti e saí, encerrando a conta.

Atravessamos a avenida, com nossos mochilões nas costas, trombando com aquela multidão que se aglomerava na estação. O calor era intenso e, de pronto, estávamos transpirando às bicas! Pegamos uma fila imensa para passar pela catraca. Novamente, o Atiê estava à frente (o cara é elétrico!) e foi barrado pelo policial nacional da catraca que queria ver seus documentos. De novo, o Atiê reclamou, dando a entender que armaria um barraco no meio de toda aquela gente e o cara o liberou. Enfim, estávamos entrando no trem, com ar condiconado!!!!!

O trem saiu às 16h30 com vários lugares desocupados, "não comprados por fora da bilheteria", enquanto muitos bolivianos, idosos ou não, amargaram 1 ou 2 dias para a compra do bilhete e embarque. Pura safadeza! O Máximo, que nos vendera os bilhetes por fora, foi visto por nós recebendo os documentos dos passageiros na catraca vizinha. Ele estava uniformizado e armado como policial e não funcionário da ferrovia.

O trem, com vários vagões, trafega por uma linha de bitola estreita, igual aos velhos trens brasileiros, puxado por uma antiga locomotiva diesel. Seu corcovear e balanço não lhe permitia imprimir maior velocidade que 60 a 80 km/h, com velocidade média de 40 km/h!!!. Foram 600 km em 15 horas! Os bancos só reclinavam um pouco, impedindo que se encontrasse formas de descansar pernas e braços. Assim que o trem partiu, vi uma dupla vazia e a tomei para mim. Aliviei o Atiê e eu próprio, pois estávamos na mesma dupla. Ambos conseguimos minimizar o desconforto da viagem.

O sistema de ar condicionado é bom e estava setado para 22 graus, todavia o corredor parecia uma avenida, por onde passavam em ambos os sentidos quase todos os passageiros que iam ou voltavam do restaurante e bar. A temperatura, no termômetro digital do vagão, girava em torno de 24... 25 graus. Ainda assim, estava bom o clima.

Por volta das 22h00, o trem parou num "pueblo" ou pequena vila e a impressão que tive era que todos os habitantes estavam lá vendendo alguma coisa. Várias barracas com bebidas e churrasqueiras receberam os contumazes viajantes daquele trem. Cheguei a descer para ver melhor e tudo me pareceu um pouco aquele xixão. Não deu para comer, pelo tempo e pelo aspecto. O Atiê nem desceu do trem. O apito da locomotiva fez com que todos entrassem no trem e, em seguida, seu chacoalhar embalou muitos em seus sonhos bolivianos. Claro, eu e o Atiê não nos incluímos. A viagem foi muito ruim e cansativa, de verdade!

Ao nos aproximarmos do final da viagem, o Máximo (policial) sentou-se na poltrona vizinha do Atiê e começou a trovar um papo de complementação da grana pela compra das passagens. Incrível, o carinha queria mais grana! O Atiê desconversou dizendo não ter mais grana, que precisaria encontrar urgente um banco brasileiro para retirar dinheiro, uma vez que não tinha nem para colocar a gasolina na moto, que fora retirada para embarque. Em suma, o Máximo (em patifaria) saiu de fininho sem levar mais dinheiro. Imaginem se estivéssemos com alguma irregularidade nos documentos pessoais ou das motos! Estaríamos ferrados nas mãos desses "servidores públicos, defensores da lei e da ordem!". O Atiê disse que enviará emails para todas as autoridades que puder na Bolívia, já que ele ficou p......íssimo com esses bolivianos.

Tão logo chegamos na penúltima estação, onde desceu a maioria dos passageiros, o funcionário da ferrovia desligou o ar condicionado e o vagão chegou aos 29 graus centígrados, obrigando alguns passageiros a abrirem suas janelas.

Desembarcamos do trem, na estação de Quijarro, fronteira com o Brasil, por volta das 09h30 e nos dirigimos à área de desembarque de carga. Um funcionário da ferrovia nos indicou o local. Caminhando com nossos mochilões, vimos um vagão estacionado, uma caminhonete encostada de costas para a porta dele, como se nos esperasse. Putz, que tipo de empresa é essa que não desembarca as mercadorias transportadas? Essa é a Ferroviária Oriental SA, da Bolívia.

Alguns estivadores, desuniformizados, se é que podemos chamar a todos com essa qualificação, nos ajudaram a descer as motos do vagão para a caminhonete, uma de cada vez. Quando a 2ª desceu, um deles pediu-nos o documento de transporte das motos, dizendo para acertarmos com o dono da caminhonete e seus ajudantes, pelo trabalho de desembarque.

Eu estava negociando, informando que havíamos pago 50 bolivianos aos estivadores de Sta Cruz quando o Atiê, já enfurecido com tanta cobrança, fez um discurso de que a empresa deveria deixar as motos fora dos vagões, que não deveria pagar mais nada e assim por diante. KCT, eu também sabia disso, mas não era isso que ocorria lá! Tínhamos que pagar e pronto! Precisávamos negociar e acabou ficando por 70,00 bolivianos ambas as motos. Os caras receberam carrancudos, mas não chiaram.

Saímos de lá com as motos e bagagens instaladas, nos dirigindo à fronteira, onde passaríamos pela aduana e polícia nacional. Logo em seguida viria o Brasil.

Chegamos na aduana, entregamos nossos passaportes, documentos das motos e o documento de ingresso das motos na Bolívia. Na aduana, tudo bem, fomos até cumprimentados pelo Natal e nos desejaram boa viagem. Na polícia nacional, que carimba os passaportes, exigiram, ainda, o documento que registrava nosso ingresso na Bolívia em 09/12/2008. O Atiê alegou não ter recebido em Desaguadero, quando entrou na fronteira, vindo do Perú. O policial esboçou uma reação, mas a veemência do Atiê o desestimulou, carimbando seu passaporte. Logo em seguida, entregou-lhe os documentos um outro viajante, mais tímido e o policial logo o enroscou com o mesmo papo. Fiquei impaciente com a demora e o policial logo me despachou também, carimbando meu passaporte e liberando o pobre homem antes de mim.

Trocamos nossos últimos bolivianos por reais e seguimos rumo ao Brasil. Foi uma alegria a minha ao passar pela aduana brasileira, onde fotografei o " Bem Vindos ao Brasil ". Parecia um recado para mim, pessoal!

Bem, entramos no Brasil a tempo de motocarmos um pouco, passando por Corumbá, primeira cidade da fronteira. A moto do Atiê estava sem gasolina e estava difícil de pegar. Procuramos um posto e uma mecânica. Aparentemente, o problema estava na mangueira ou na chave comutadora de entrada de gasolina no carburador. Resolvido (?) o problema, seguimos atrás do posto, onde reabastecemos.

Estávamos no Brasil e exultávamos por isso. Nosso país é imperfeito, formado por homens de todas as origens e qualificações, boas e más. A diferença é que conhecemos o povo brasileiro e qualquer coisa que ocorra aqui não nos surpreenderá em demasia. A cultura, os costumes e as formas de agir de outros homens em outros países são sempre uma incógnita para nós e nossas reações podem ou não dar bom resultado. Daí a cautela ao lidarmos com autoridades locais. Ponto fundamental, para tudo, é estarmos legais com todos os documentos e atentos às artimanhas eventuais que possam nos causar danos.

Amanhã, já em São Paulo, concluirei meu blog após desfazer minha bagagem. Estou curioso para ver minhas fotos e poder incluí-las (algumas mais importantes) nesse blog, dando-lhe mais conteúdo, já que uma imagem vale por mil palavras.

A noite anterior pernoitamos em Aquidauana - MS. Isso fará parte do final de texto do meu blog e, se possível, umas fotos das paisagens verdejantes que fotografei ao cruzar a BR 262, de Corumbá até Três Lagoas - MS.

Estou teclando de Lins, a cerca de 500 km de Sampa, onde chegamos há umas 2 horas. Estamos hospedados no Lins Palace, um hotel de quase 70 anos, com seus quartos grandes, seu saguão enorme com escadaria central em mármore, bem na praça principal da cidade (matriz).

Tudo bem, seu chuveiro é um velho lorenzetti, mas funciona bem... he he he... Afinal, foi o único diponível para nós e estamos pagando cerca de R$ 60,00 a diária por cada quarto com banheiro privativo, ar condicionado e TV a cabo. Não dá para reclamar, né mesmo?

Fiquem com Deus!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Mecca em Santa Cruz de La Sierra - Bolívia

Amigos e amigas, bom dia!

Domingo chuvoso por aqui, às 10h35 da matina.

Em Villa Tunari, onde estávamos, conhecemos um casal de advogados que nos afirmou ser a estrada entre lá e S. C. Sierra muito boa, sem serra e sem buracos. Muito diferente do que havíamos passado no dia anterior, vindo de Cochabamba.

Estávamos meio distantes da recepçao, daí termos levado nossas motos até a porta dos bangalôs. Até aí tudo bem, todavia na hora de levar minha moto até a recepçao, por estar muito pesada, ao descer um degrau, ela foi deitando, deitando e deitou. KCT, isso acontece, nao prejudicando a moto nem a mim, mas enche o saco! Chamei o Atiê que, com a ajuda de um boy do hotel, me ajudou a levantar a moto, sem problemas. Deixo aqui, expresso, meu agradecimento ao Atiê e à sua boa vontade para estas situaçoes.

Saímos por volta das 11h00, em direçao a SCSierra, distante uns 300km. Na Bolívia há racionamento de gasolina e os postos quando a têm, atendem filas de 50 carros, mais ou menos. Ainda bem que havíamos conseguido encher o tanque no dia anterior e nossos galoes. Nao vimos posto com gasolina e sem fila por muito tempo.

Desta vez, fomos agraciados por uma estrada muito boa, sinalizada, sem imperfeiçoes maiores e com as máquinas operando maravilhosamente. Facilmente, fizemos boa média, sem agonia de pipocos e perda de potência.

Próximo das 13h00, nuvens pesadas sobre a rodovia, com evidências de que chovia à frente. Parei para colocar minha roupa de chuva e sinalizei para o Atiê continuar que o alcançaria. Ele passou por mim, fez um sinal que nao entendi e se foi. Foi o tempo de vestir tudo para a chuva forte cair sobre mim. Sabem, aquele chuvão de 10 minutos? Foi assim mesmo!

Voltei para a pista e fui motocando olhando para todo bar, restaurante, aglomeração que aparecia para ver se o Atiê havia parado ou seguido. Como não o encontrei, entendi que ele tinha seguido em frente. Mesmo assim, não acelerei e segui a uns 90 / 100 km/h, sem encontrá-lo.

A 100km de SCSierra, vi um posto de combustível com o sugestivo nome de BUENA VISTA. Fotografei-o e parei para ver se tinha gasolina. Tinha e estava sem fila nenhuma. Enchi o tanque, colei adesivo do BV-MC, daqueles gordinhos (acho que os tirarao de lá para suas motos...) e me fui sentido SCSierra. Aquela cidade chama-se Buena Vista, ok?

Caramba, que chato, buscando hotel na cidade e, mais uma vez, sem o Atiê para confabular sobre qual hotel, o embarque das motos e os nossos. Estou hospedado em frente à Estaçao Bimodal (trens e onibus), em pequeno hotel (140 bolivianos ou US$ 20,00), com ar condicionado, TV cabo mas sem Internet. A região, como toda de estações rodoviárias e trens, é uma zona só!

Gente pra mais de 1000! Bolsas, malas, carrinhos, táxis, peruas, ambulantes vendendo de tudo, desde bugingangas a comida sem a menor higiene. Quando estou dentro do hotel, tudo bem, não vejo nem ouço nada, mas ao abrir a janela, credo em cruz, quanta agitação.

Para tentar localizar o Atiê, entrei numa lan house e vi que ele tinha postado seu endereço no centro da cidade. Liguei para ele e conversamos sobre o que faríamos. Disse-me que havia parado no primeiro bar que surgiu depois que nos separamos. Viu-me passar e seguir em frente, mas não teve como me avisar. Segundo ele, sua moto estava à vista, todavia, por falta de sorte, eu não a vi.

Encerrei a Internet e fui até a Bimodal à busca de informaçoes. Como era sábado, 13/12, tudo que se relacionava a trens estava fechado, confirmado pelo setor de informaçoes. Só abrirao amanhã à tarde, por volta das 16h00 até às 17h00. Provável que saibamos o que fazer, logo após. O Atiê conheceu 2 brasileiros, motociclistas, residentes em SCSierra, que lhe deram algum bizú e lhe fornecerão o telefone de um camarada que trabalha dentro da ferrovia. É provável que ele dê melhores dicas sobre como sairmos daqui.

Foi confirmado que a estrada de SCSierra até Quijarro, cidade fronteiriça a Corumbá - MT, é longa e tem cerca de 200km em terra batida. Para minha moto nao dará seguir por lá e nem o Atiê deseja isso com sua DR800. Daremos um jeito de cumprir o planejado, ou seja, retornar de trem até a fronteira. O trem mais rápido levará 14 horas de viagem. Qualquer ônibus levará 25hs, segundo pesquisei.

Ao retornar da Bimodal, estava com fome, já que não havia almoçado. Onde ir? Andando por entre a multidão, desviando-me dos ambulantes, encontrei um "restaurante" com uma churrasqueira na frente, assando uma espécie de churrasco (espeto). O cheiro era agradável, o botecão estava lotado e eu com fome canina. A estas alturas, qualidade é questão de opção e não a tinha.

Entrei na fila e pedi o dito cujo. Quinze (15) bolivianos, disse-me a carrancuda caixa, pelo espeto e uma coca cola de 500ml. Sentei-me na mesa disponível curtindo um calor insuportável, para mim e para todos que se aglomeravam naquele local. Chegou minha coca cola e um copo quebrado no bocal. Pedi para trocá-lo. Ao verificar o motivo, o "garçom" chegou a sorrir, como que não acreditando. Ficou em frente um lote de copos, analisando um a um e demorou para conseguir um não quebrado no bocal. Quando o trazia, como estava molhado da lavagem, ele o batia na perna de sua calça, claro, limpa nao estava!!!!!!!!!!!!!

Dentro em pouco, chegou minha travessa de inox, carregando o espeto, uma "ensalada incomível" e arroz com queijo derretido (muito distante do Piemonteze), mas àquela altura, gostoso. Confesso que detonei o bichão, com exceção da tripa grossa de boi que veio junto no espeto.

Costumes e cultura de um povo não se discute, quando muito se analisa, preferencialmente sem confundirmos os valores que temos com o que se estuda. A fome é igual a todos e eu nunca deixei de comer pela aparência, daí.... Quem já viajou pelo NE e N, nao pelas capitais à beira mar, a uma largura de 15km, mas pelo interior e bairros distantes, sabe o que digo. No Brasil temos muitas situações parecidas, onde a cultura, a educaçào e a qualidade de vida não chegaram ao que estamos acostumados nos grandes centros. Mesmo em SP, em vários bairros da periferia, ainda compramos e comemos de forma muito diferente do que nos bairros mais evoluídos.

A cidade de SCSierra é relativamente grande, maior que Cochabamba, planejada e urbanizada em anéis (anilhos), com grandes avenidas, muitas linhas de onibus, inúmero táxis e tem muita influência da cultura brasileira, segundo nos disseram os advogados mencionados. Muitos estudantes brasileiros cursam universidades aqui e a proximidade com o Brasil tornou a cidade mais cultural, com muitos shows e festas para tudo.

Até aqui, não a conheci muito bem, pois embora a moto esteja legal, na cidade ela dispara a rotação em cada semáforo, precisando desligá-la até que abra.

Well, caso não haja novidades quanto ao nosso embarque, retornarei amanhã ou depois para continuar esse blog. Espero não estar sendo cansativo com minhas explanações e contando as verdades que temos vivenciado, sem pintar com cores fantasiosas, dourando a pílula ou amargando-a para que nos vejam como seres especiais, únicos ou coisa que o valha.

Somos o que somos. Esperávamos algumas dificuldades, pois nossa experiência nos confirmou no passado, mas que essa viagem tem sido um poço de situações inusitadas, isso tem. Graças a Deus, temos nos superado na solução das complicações, ainda que, vez por outra, haja pequena perturbação do clima entre os viajantes. Nada que uma amizade fraternal e sólida não suplante, pelo contrário, sem falsidade, deve se fortalecer com os contraditórios e decisões compensativas.

Fiquem com Deus também, pois Ele tem estado conosco, junto aos nossos Anjos da Guarda!

Mecca.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mecca em Villa Tunari - Bolívia

Pessoal, boa noite! Aqui 20h31, logo 22h31 em Sampa.
Estamos a meio caminho de Cochabamba a Santa Cruz de La Sierra.

Hoje, pela manha, ainda em Cochabamba, precisamos buscar abastecimento na cidade. Com a gasolina escassa, vários postos estavam fechados. Encontramos um e entramos "na fila"! Imaginem, eu e o Atiê paramentados de motociclistas cautelosos, um sol quente, de arder, numa fila para encher os tanques e os galões de 4l cada. Minha leal Suzuki LC1500 rateava, mas eu estava disposto a seguir assim mesmo.

Ao entrarmos na pista, tentando "destravar a carburação", sem resultado, confirmei que minha moto estava pior que ontem e que nao conseguiria rodar naquele jeito. Entre constrangido e x&%¿%$· ao mesmo tempo, disse ao Atiê que seguisse para Santa Cruz e eu ficaria em Cochabamba para reparar a moto, de novo! Ele decidiu ficar comigo.

Como tínhamos motocado uns 30km depois da cidade, num vilarejo de nome Sacaba, encontramos um mecânico que "mexe com moto". Não há como dizer diferente já que eles conhecem, muito bem, as motos até 150CC, incluindo as cross, que são muitas. Não há como comparar o grau de dificuldade ao lidar com uma LC1500.

O mecânico Edegar e seu filho Edegarito fizeram o que podia ser feito: Desmontaram o carburador, limparam os giclês e demais componentes internos, fechou entrada de ar (disse que entrava muito, comprometendo o desempenho), limparam as velas (negras pela queima de mistura rica) e remontaram.

Um teste feito por mim de uns 10 min, na estrada, mostrou que a moto estava boa (igual ao teste de La Paz...). Paguei 150 bolivianos (cerca de US$ 23,00) e lá fomos nós para a estrada.

Após uns 15 minutos na pista, a moto comecou a ratear e bateu a maior bronca! Vou assim mesmo! Nao volto nem a pau! E lá fomos nós.

Saindo daquela região, subimos uma serra, chegando aos 4.200m. De repente, qual passe de mágica, a moto deixou de pipocar, ratear e funcionou como uma Enterprise de verdade. Seu motor ficou maravilhoso! Concluí que essa moto será apelidade de LC1500 Inca, ou seja, só funciona bem nas alturas... he he he....

Terminada a jornada nas alturas, fomos baixando para próximo ao nível do mar ( 150m aprox.). A estrada, sugerida por alguns bolivianos, foi a Ruta 4, que sai de Cochabamba e vai até Santa Cruz. É a mais usada pelos caminhoneiros, logo deve ser a mais curta.

Até o início da baixada na serra, a pista estava ótima e minha moto também. Ao comecarmos a descer, após uma curva, a pista perdeu seu asfalto e ficou no barro e pedras, por uns 200m. Um perigo para deslizarmos, furarmos um pneu etc. Equilibrei-me bem com todos os 350kg e reduzi a velocidade a 10 km/h. Aquela serra tem inúmeros desbarrancamentos, causados por "instabilidade geológica", quase todos reparados com pedras roliças, implantadas, uma por uma, pelos operários. Fica até bonito, todavia não para motos. Até a DR800 do Atiê corria riscos, imaginem a minha, custom!

Para piorar, sobreveio uma neblina de arrepiar, durante cerca de 45 min, onde andávamos a 20 km/h. Entramos num túnel com pouca iluminacao e a partir da metade dele, NENHUMA iluminação. Foi uma pilotagem às cegas!!! Putz, que sufoco!

Achávamos que o pior havia passado, entretanto não esperávamos a chuva torrencial que caiu sobre nós, sem tempo de colocar roupa de chuva. Agora imaginem, 2 caras motocando por uma estrada asfaltada que a cada 1,5km estava destruída, com reparos de 50 a 100m em pedra arredondada, molhadas pela chuva constante, com o visor do capacete embaçado e molhado, cuidando para não derrapar, nem furar um dos pneus, à velocidade de 10 a 20 km/h, enquanto os caminhões passavam rentes ao nosso lado. Definitivamente, foi um teste para nossa qualidade como pilotos, para nossa determinação como homens e para testar nossa fé, já que nossos Anjos da Guarda tiveram muito trabalho nesse dia!

Como havíamos deixado Cochabamba e o vilarejo por volta das 13h00, rodamos somente 200km até às 16h30. O Atiê detesta pilotar à noite, ainda mais quando a estrada é tão ruim como essa. Chegamos à Villa Tunari, um lugar aprazível, com hotéis bons, restaurantes mais ou menos, com bolivianos muito gentis e amistosos, aliás, como desde que na Bolívia chegamos.

Enfim, há 2 rutas com mesma origem e destino: Ruta 4, onde estamos e a Ruta 7, que desconhecemos sua qualidade. Uma coisa é certa, caso queiram motocar pela 4, não venham com custom, usem preferencialmente uma big trail. Ah! que seja injetada eletronicamente... he he he....

Chegamos à Villa Tunari na reserva dos tanques, tendo o Atiê inclusive usado seu galao. Há 2 postos nessa cidadezinha, ambos com filas quilométricas de carros esperando para abastecer. Percebi que as motinhas da região não obedeciam as filas e entravam ao lado dos primeiros carros. Ora, fui nessa também e rapidinho enchi meu tanque.

Procurei o Atiê na pista e encontrei sua moto estacionada na frente de um restaurante. O cara estava todo posudo numa mesa, bebendo uma Huari geladinha, com meu copo esperando para encher. Que delícia! Almoçamos lá mesmo e nem jantaremos de tanto que comemos.

O Atiê queria um hotel com Internet, para conversar via Skype com sua querida Patty, como sempre faz quando consegue rede wireless. Encontramos um, chamado Les Tucanes. Fica no meio de um bosque, parte da selva amazônica, lado boliviano, ao lado de um rio formado pelas águas cristalinas que descem dos Andes, logo cheio de pedras que rolaram quilometros e quilometros. É do tipo bangalô, muito bem construído, com aposentos confortáveis, piscinas, bom restaurante e a Internet que o Atiê queria. O preço é de 200 bolivianos (cerca de US$ 70,00/apto single). Estou dedilhando aqui e ele logo atrás, conectado wireless com Sampa.

A idéia é chegar em Santa Cruz amanhã à tarde, contratar o trem que nos levará por 600km até a fronteira com o Brasil, motocando os restantes 1.400km até Sampa.

Buenos, por hoje é só. Preciso dormir e descansar para amanhã. Fiquem com Deus!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Mecca em Cochabamba - Bolívia.

Caros(as) bloguistas, boa noite!

Chegamos a Cochabamba há cerca de 1 hora. Rodamos, até aqui, desde Sampa, 6.047km. Tempo para um bom banho no excelente Hotel Kokusai, na Av. Ayacucho, 552 - F 04-4582486. Tudo em cima, por 160,00 bolivianos, cerca de US$ 23,00. O melhor até aqui.

Bem, como disse antes, saímos de La Paz por volta das 11h50, quer dizer, eu saí nesse horário, já que o Atiê cansou de esperar alguns minutos e saiu na frente dizendo que nos encontraríamos num posto de gasolina, à frente. Tudo bem, terminei o que estava fazendo (instalando a mochila na moto) e saí, antes posando para foto do pessoal do Hotel Tierra Madre que ficaram nossos amigos.

A saída de La Paz é tão complicada quanto a entrada, pois ela fica incrustada num vale redondo (forma de cuia) e a população de menor renda fica na parte alta da cuia. Há uma grande avenida que leva para fora , circulando em torno da cidade até alcançar o alto.

Nao foi fácil sair devido ao trânsito e só consegui colocar gasolina porque um policial me permitiu atravessar a pista contrária. Lá havia um posto e o próximo nem sei quando surgiu. A reserva já estava no final e não podia arriscar.

A moto estava uma M... , falhando de novo, como se nada houvesse sido feito. Senti-me frustrado, mas mesmo assim decidi ir em frente. Não tinha a menor idéia de onde estaria o Atiê. Sabia que seguia o mesmo destino, logo o encontraria à frente, mesmo que depois de muitos kms. O trânsito é infernal com as vans parando no meio das ruas para pegar passageiro. É como se estivéssemos numa imensa e longa 25 de marco, querendo chegar na outra ponta. Foi preciso muita paciência, mas cheguei onde queria, ou seja, a pista que me levaria a Cochabamba.

Lá na frente, seguindo o mesmo rumo encontrei o Atiê e sua moto. Alcancei-o e seguimos juntos até aqui.

Por incrível que pareça, ao subirmos acima dos 4.000m, de novo, a moto ficou uma tetéia, com seu motor cheio e potente. Alcancei velocidades superiores a 130km/h, numa economia de combustível brutal. Certamente ela estava no vapor da gasosa. Estava mais que confirmado que a regulagem dela foi toda feita para o ar rarefeito, mas quando baixássemos ela começaria a falhar e foi o que aconteceu.

Estava muito frio no altiplano boliviano, com mais tráfego que nos altiplanos anteriores. Na primeira parada, peguei a calça de chuva e a coloquei no peito, por dentro do colete. Foi o que ajudou a superar o frio que cortava.

A paisagem contuava a mesma, mudando o colorido dos Andes, que agora apresentava coloração avermelhada, provavelmente oriunda de mineral ferroso. Bonito? Com exceção do colorido, não o achei muito diferente dos demais. Meu elemento de comparação sempre será a travessia Osorno/Chile para Bariloche - Argentina, muito mais bonito, cuidado, sinalizado e com muita neve. As variações dos "morros" também é maior. Daí, minha gente, eu ficar achando que os Andes do Norte não é tao bonito quanto os Andes do Sul. Só isso. Nao se fixem em minhas opiniões, ok?

Expliquei agora ao Atiê que minha moto está bem, mas nao passará dos 100km/h. Disse-lhe para seguir em frente que eu chegaria à minha maneira em Santa Cruz de La Sierra. Ele disse que sua moto também nao está boa e que prefere sigamos juntos até lá. De preferência sem motocar durante a noite e podendo escolher um bom hotel como esse de hoje.

Sairemos amanhã por volta das 09h00 rumo a Sta Cruz de La Sierra.

De lá até o Brasil não tem estrada 100% asfaltada e precisaremos pegar um trem que nos levará até a fronteira. Não sei como se faz isso, mas chegando lá saberei.

Esta noite, em Cochabamba, automaticamente, nos demos um tempo, cada um seguindo para um lado após o banho. Como estou só com o café da manha e a barriga roncando, decidi sair para comer algo. Ao lado do hotel, um político montou um pequeno palco e bandas tocam a toda altura, com um público pequeno e animado assistindo e dançando. Aos fundos, uma feira de artigos de couro, desde sapatos, carteiras e outras cositas.

Estou digitando de uma lan house próxima e sabem quem está ao meu lado, no PC vizinho? O Atiê.... putz!

Fiquem com Deus todos vcs!

Mecca.

Mecca em La Paz - Bolivia

Olá amigos e amigas, bom dia.


O trecho entre Cuzco e La Paz, pernoitando em Desaguadero, cidade boliviana, fronteiriça com Desaguadero, cidade peruana, merecerá um capítulo à parte, devido dificuldades diferentes, vividas por mim e pela minha LC1500.

Em resumo, ela já vinha apresentando sintomas de carburação, inclusive em alta rotação, o que não ocorria antes.

Saindo de Desaguadero, depois de passarmos pela Aduana, que fica bem distante da Imigração e polícia de fronteira, chegamos em La Paz, ontem, por volta das 12h00. Ficamos no Hotel Tierra Madre, na Av. 20 de Octobre, 2080, no centro. Bom hotel, o melhor de todos, até aqui e que nos custou a diária equivalente a US$ 27,00 para apto legal, com TV, AF, AQ, água bem quente e ótimo atendimento.

Os jovens funcionários nos orientaram tudo sobre locais de motos, levando-nos às lojas de pneus (Atiê) e a um mecânico (Mecca) que depois de horas trocou velas, limpou carburador, substituiu 2 giclês 100 e 108 por 2 iguais de 100. Como a moto ainda não ficara boa, decidiu regular válvulas, conseguindo o melhor desempenho possível, uma vez que o primeiro cilindro não estava esquentando. Como trabalharia na moto até mais tarde, decidi retornar ao Tierra Madre.

Trouxe-me a moto há pouco. Dei uma volta no quarteirão e me pareceu boa. A estrada será a melhor verificação e depois postarei o que ocorreu.

O nome do mecânico é Ovídio Coaquira, Calle Augustin Ugarte, esquina com Adolfo Gonzalez, F: 591 02 2426255, com email: luism21_@hotmail.com para aqueles que necessitarem de apoio mecânico. Cobrou-me o valor de 295,00 bolivianos, o equivalente a US$ 45,00.

Aqui na Bolívia o povo é gentil e em La Paz muito atencioso, seja no hotel ou no restaurante ou na loja. Os preços são muito bons. O Atiê trocou o pneu traseiro e não conseguiu localizar o da minha moto. Difícil foi conseguir quem o trocasse na moto dele. Seu blog contará o sucedido. É de gargalhar...!

Ontem, à noite, jantamos no restaurante chinês, vizinho ao hotel. Para mim foi ótimo, em qualidade, em quantidade e em preço. Bebemos a cerveja boliviana, muito boa, de marca Huari e comemos prato com camarões fritos, ingredientes vegetais e espaguete, num molho especial. Excelente!

Bem, estamos de saída para Cochabamba, cerca de 500km daqui e o tempo está bom. Creio que será uma boa viagem. O Atiê, logo cedo, está chiando pelos minutos de atraso.

Fiquem com Deus todos vocês!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mecca em Machu Picchu - Finalmente!

Bloguistas queridos(as),

Havíamos comprado o pacote por US$ 156,00 por um dia, utilizando: busca no hotel, van até a estação de trem, distante 01h30, trem (padrão médio, pois há 2 outros padrões mais elevados) e van (microbus) até às ruínas. Existe um outro pacote, de 2 dias, com 1 hospedagem, condução, 1 alimentação, por US$ 135,00 e que não utiliza o trem e aquela estrutura de microbus. A chegada a Machu Picchu é mais demorada, seguindo por rodovia até onde o trem chega. Depois vem uma caminhada relativamente longa para se chegar às ruínas.

Acordei às 05h45, claro, frio e tomei o café que o hotel preparou para quem fosse lá. Em seguida chegou um táxi da agência que me apanhou e depois ao Atiê, levando-nos até o primeiro microbus. Havia muitos deles naquela praça, próxima ao mercado e dezenas de turistas aguardando a partida.

Estes microbuses saíram quase em fila indiana em direção ao Pueblo de Machu Picchu, sopé dos Andes, onde esperavam trens que partiram a cada 15 minutos, até esvaziarem a estação.

Segundo informes, a atual linha férrea foi construida no antigo Caminho Sagrado dos Incas, que segue o rio Urubamba por cerca de 40 km, selva a dentro.

As paisagens foram se modificando à medida que avançávamos para o lado da floresta ou selva como o chamam os nativos de Cuzco. Cada vez mais verde e mais bonita, com a pista corcoveando paralelamente ao rio de corredeira constante e os penhascos surgindo à direita e à esquerda, desta vez com vegetação muito verde, diferente daquelas dos desertos e altiplanos.

Uma fina garoa, névoa sobre os picos, aqueles vales profundos e o rio à nossa lateral propiciaram imagens que nos remeteram aos filmes Jurassic Park, onde os dinossauros e seus contemporâneos foram recriados pela genética. Simplesmente maravilhosas as imagens. Espero que minhas fotos tenham ficado boas, uma vez que meu visor está inoperante e não consegui comprar a filmadora digital.

Chegamos ao final da linha férrea e um novo microbus nos esperava. Salvo um pequeno contratempo com o guia que não nos esperava com o ticket de ingresso ao parque e do segundo microbus, contornado, gentilmente, por outra guia que o localizou, a organização foi legal e logo pegávamos o micro.

O microbus foi subindo, se distanciando do rio que ficava cada vez menor, bem como a linha do trem, os vagões que lá estavam e o ar ficando rarefeito, pelo menos para o Atiê. A paisagem continuava nos surpreendendo, cada vez mais linda, muito verde, verdadeira floresta. A estradinha, cavada na lateral dos penhascos, permite somente um micro por vez, logo um dá passagem ao outro.

A primeira visão de Machu Picchu é sensacional, pois ela está incrustada no topo, com um dos seus lados terminando num penhasco vertical de centenas de metros. Aquela imagem ficará gravada em minha mente por muito tempo, de tão espetacular que é.

Cerca de 1/2 hora de subida e chegamos à entrada do parque, onde os guias que atenderam lá em baixo passaram a tarefa para outros mais experientes nas ruínas.

Não perdi uma só palavra do nosso guia, que escreveu um livro versando sobre Machu Picchu. Sua narrativa, creio, um pouquinho mais fantasiosa do que deve ter sido realmente todo aquele passado e acontecimentos, foi fascinante, todo o tempo.

Cada ponto de parada contava com muita história sobre formas, conteúdos, significados para aquele povo: o portal de entrada, sua forma e a única porta que existia naquele local sagrado, onde viviam somente os sacerdotes, estudantes e peregrinos, tendo vivido ali cerca de 700 pessoas residentes e centenas de temporários peregrinos.

Mostrou-nos o recinto do guardião da cidade, ao alto, os armazéns, onde eram recolhidas as oferendas trazidas pelos peregrinos, o alojamento onde ficavam os mesmos, as casa dos residentes, os diversos templos, as escolas, o sistema aqueduto que vinha de muito longe e chegava à cidade, distribuindo a água através de canaletas para diversas direções. Enfim uma cidade muito bem planejada, urbanizada, construída por pedras cortada à base de ferramentas feitas em bronze e hematita, minério que origina o ferro.

Todas as ruínas de casas, templos, armazéns, alojamentos e escolas eram cobertos por uma espécie de sapé, que não podem ser recolocadas para não perderem a originalidade do campo arqueológico, patrimônio da humanidade, conforme a Unesco.

Subindo e descendo por escadarias centenárias, todas em pedra, passávamos vielas e mais vielas, onde pudemos ver, além da cidade urbana em si, os famosos degraus onde se cultivavam os diversos produtos agrícolas dos Incas, não incluindo o arroz. O guia, em sua narrativa, parecia encantado com a curiosidade e atenção que lhe dispensavam seus clientes. Ele se entusiasmava e descrevia tudo como se tivesse vivido naquele tempo, diferentemente dos nossos pequenos guias do NE, que dissertam as informações puramente decoradas e sem emoções, claro.

Chegamos ao topo da pirâmide que toda a cidade e seus degraus agrícolas formam. Lá está a pedra mais importante para os Incas. Uma rocha entalhada, mostrando o N geográfico e o N magnético de forma inconfundível e mensurados diversas vezes. Mostra os pontos geográficos e o equinócio, formado por cantos também entalhados de forma precisa, com ângulos comprovados.

Era, além de um ponto energético poderoso para os sacerdotes, um observatório astronômico. Ensinou-nos a forma de nos reenergizar, sem encostar as mãos naquela rocha (tem fiscais que apitam quando alguém faz algo não permitido). Logo após, começou a descer, sempre narrando a história daquele povo que abandonou aquela cidade sagrada, levando seus tesouros, seus símbolos e sua história, sem que fosse invadida pelos espanhóis que chegaram perto e não a encontraram.

Com o tempo, a floresta invadiu a cidade encobrindo-a, mantendo-a longe dos pesquisadores, curiosos e caçadores de tesouros por séculos, até 1911, quando foi redescoberta pelo americano Hiram Bingham. Bem, a história voces poderão assistir no History Chanell, encontrar no Wickipédia e no Google.

Ao término da caminhada e da agradável descrição histórica da cidade e do povo, seguimos para os microbuses, depois para o trem e, em seguida ao último microbus que nos levou de volta a Cuzco, a verdadeira capital Inca daquele tempo, tomada e alterada muito pelos espanhóis, que destruíram quase todos os símbolos daquele povo adorador do Pai Sol.

Chegamos com muita chuva e cada um de nós seguiu para seu hotel. Já arrumei minhas coisas para logo mais às 06h30 acordar, tomar meu café, acertar as contas e me encontrar com o Atiê na saída da cidade, cerca de 10 km daqui.

Acredito que sairemos sob chuva e frio, mas faz parte da motocada, mesmo?

Entonces, aqui chegamos como planejado e deixaremos essa agradável cidade de Cuzco, de muitos restaurantes, casas de câmbio, igrejas centenárias, inúmeros táxis e onde se compra muita quinquilharia com os símbolos de então. Creio que a missão foi cumprida e nos resta retornar a Sampa, via Bolívia, sob a qual nada sabemos, pois nem mapa de lá conseguimos na Internet.

Por hoje é só e fiquem com Deus!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mecca em Cuzco - PE

Em Arequipa não visitamos nada e não nos pareceu merecer melhor pesquisa. Cidade movimentada, com tráfego intenso e motoristas doidões. Só a atravessamos para pegar a rota correta para Cuzco.

Saímos pela manhã, com intenção de chegar a Cuzco com o cair da noite, já que não queríamos pilotar à noite.

Embora tivessem nos confirmado que havia muitos postos de combustíveis, levamos nossos galões reservas cheios. Não precisamos usá-los. A meio caminho, logo após comermos uns biscoitos, já que no posto de abastecimento não havia nada para comer além disso, surgiram algumas nuvens ameacadoras no horizonte, bem na direção por onde passaríamos. Com os pneus bem rodados, deveríamos ter maior cautela ainda nas curvas, caso chovesse. Pior, não chegaríamos em Cuzco como planejado.

Tocamos o barco para aquela direção e fosse o que fosse, não pararíamos, ainda que devagar, até escurecer. Por incrível que pareça, â medida que chegávamos perto da chuva, com o piso já molhado, ela abria um clarão sobre nós. Enfim, não pegamos nenhuma chuva, graças a Deus!

Repentinamente, surgiu uma bifurcação com indicações: Cuzco e Puno. Claro que o Atiê optou por Cuzco e lá foi ele. Estradinha horrível, com buracos e perda de asfalto o tempo todo. Cheguei a pensar em não seguir aquele caminho, pois destruiria minha moto. Depois de uns 15km, seguindo vagarosamente com minha LC, lá vem o Atiê retornando, dizendo que à frente haveria uns 10km de terra. Deveríamos retornar e pegar a estrada para Puno, mais longa, contudo melhor opção. Foi o que fizemos.

Em determinado momento, o piso ficou muito ruim, com longos trechos do asfalto remendados grosseiramente, criando caroços. A moto do Atiê, sendo trail, passava sem dificuldade, enquanto minha LC, custom pesadona, pulava qual cabrito. Não havia como escolher lugar para não pular. Precisei diminuir a velocidade, pois até o meu espelho retrovisor desapertou. Fiquei pensando em um Harleiro passando por ali, sem a rede de coleta de porcas e parafusos recomendada pela fábrica... he he he...

Meu ombro e braços doíam de tanto solavanco e o pescoco comecou a esquentar devido à sobrecarga de peso do capacete sobre ele. Foram muitos kms e muitos palavrões até chegarmos a uma rótula que seguia para Puno e para Cuzco. Durante todo esse tempo não havia visto o Atiê, nem ele a mim pelo seu retrovisor. A diferença de velocidade naquele trecho foi considerável.

Em Siquan, quando eu fazia a rótula, o Atiê saía do posto de lá. Parei a moto, abri o tanque e pedi para encherem. Um careta me disse que meu amigo havia passado por lá e dito que o amigo dele, que o seguia, pagaria os 21,00 soles pelo combustível fornecido. Pensei comigo: O Atiê jamais faria isso. Sabia que ele tinha grana e que me esperaria caso a tivesse perdido. Discordando desse papo furado, nem quis mais abastecer lá e saí à procura de outro, distante uns 3 km.

Toquei para Cusco, já que para mim pilotar de dia ou de noite é a mesma coisa, desde que o piso seja bom. Muitos motociclistas e motoristas detestam pilotar sem a luz do dia. Pelo horário, chegaria à noite. Lá me fui.

Daquele local, Cuzco dista 250 km, certinho. Bom piso, sinalizacao legal, muitas curvas sinalizadas, muitos caminhoes e ônibus, vales férteis e bonita paisagem. Perdi um pouco desse visual pela noite que caiu em seguida. Fui forçado a me acautelar muito pois aqui os motoristas trafegam com farol alto e só baixam a muito custo. Em algumas curvas, era preciso calcular como seria, pois os faróis altos cegavam a ponto de não ver faixas, nem guard rail. Incrível!

Para piorar, a bateria do meu Nextel terminou e perdi contato com o Atiê. Chegando a Cuzco, cidade com piso irregular e à noite, procurei um hotel. Não estava fácil tomar decisões muito cansado. Rodei pelo centro e parei numa esquina para perguntar a um transeunte. Do nada, surgiu a Sra. Marissol, agente que faz tudo, inclusive agencia pacotes, que me levou até o Hotel Casa Grande, antigo e aconchegante hoteleco de US$ 25,00/dia. Fica na Av. Catalina Ancha, 353, quase ao lado da Plaza de Armas ou Plaza Mayor, tel: 005184-245871 e Skype: casagrandelodging e MSN casagrandelodging@hotmail.com . Tem estacionamento para motos em seu pátio.

Confesso que meu cansaco foi superior a todos os outros dias. Nada a ver com altitude, já que a percebo bem menos que o Atiê, mas a tensão, o sobe e desce em curvas e mais curvas, a falta de alimentação (não havíamos almoçado, além de uns biscoitos comidos em um dos postos) fez-me, novamente, adorar aquele quartinho, onde pude me banhar e trocar de roupa. Só hoje, domingo, encontrei o Atiê, após contato via Nextel.

No hotel que estou, está hospedado um alemao que chegou dos EUA com sua KTM 990. Está viajando há meses e deverá chegar a Sao Paulo pelo dia 24/02/2009, depois de passar o carnaval no RJ. Ele estará com 2 adesivos do BV-MC em suas malas laterais.

Não houve tempo hábil para contratar a ida a Machu Picchu neste dia. Decidimos passear pela cidade, fotografando o que pudéssemos e comprando algumas quinquilharias, já que nas motos não cabem nem agulhas.

Andando pela cidade, podemos ver que é muito bem construída, com dezenas de prédios muito antigos, grandes construções, muitas lojinhas e um mercado incrível. O Atiê fez fotografias que deixarão muitos boquiabertos. Uma senhora, trajada tipicamente, destrinchava um pernil assado, com facão, pegando com mesma mão a carne que punha num pratinho e o dinheiro que recebia. Havia fila de espera!!!!!!!! Este foi só um exemplo do que produz o fator cultural entre os povos. Para eles tão natural e para nós um escândalo.

O Atiê comprou um gorro peludo, que também tapa as orelhas, e circulou todo faceiro pelas redondezas, com a cuca aquecida.

Depois de dezenas de fotos e pesquisa de preços com pouca compra, fomos almoçar, desta vez, num bom restaurante. Dormimos um pouco à tarde e nos encontramos de novo umas 4 horas depois, quando contratamos a ida a Machu Picchu amanhã cedo. Acordaremos às 05h45, tomaremos o desayuno e seguiremos para o trem, que sai por volta das 06h45.

Nossas câmeras estão carregando suas baterias para fazermos muitas fotos daqueles locais.

Pessoal, todo esse esquema de visita a Machu Picchu está nas mãos de empresários chilenos que cobram o que querem. Total por pessoa = US$ 156,00. Inclui trem, van e ingresso no parque. Bem, vir a Cuzco e não visitar Machu Picchu é como ir a Roma e não ver o Papa em sua janela. Assim, morremos com essa graninha...

Falando de motos: A do Atiê continua a mesma. Depois que pega, vai até onde ele quer. A minha começa a dar sinais de carburação inadequada (velas sujas, entupimento ou coisa que o valha), pois começa a ratear em alta rotação, também. Em dados momentos, ela fica num só pistão e preciso reduzir a marcha provocando reversão. Em seguida ela retorna ao normal. Até quando conseguirei contornar isso?

Espero que em La Paz - Bolívia encontre algum mecânico para fazer uma nova limpeza de carburadores com trocas de velas. Se encontrar giclê maior que o 100 que tenho nela, por exemplo, 120 ou 125, eu o instalarei para chegar ao Brasil. Ela consumirá mais, diminuirá o desempenho na altitude, mas deverá girar mais redondinho por mais tempo.

Era só por hoje. Fiquem com Deus!