sábado, 16 de março de 2013

RUMO A USHUAIA 2013 - 35º DIA - MENDOZA

RUMO A USHUAIA 2013 – 35º DIA – MENDOZA

Havia combinado com o mecânico Carlos que levaria minha moto em sua oficina hoje cedo, por volta das 09h00. Depois do café da manhã, me fui até lá.

Duas coisas me levaram a isto: Escape de óleo pela bengala direita, que abriu o bico depois de uns 600km de ripio e o pneu traseiro que apresenta desgaste, atingindo o ponto de substituição, como manda a regra. Soube pelo Miguel que o Carlos tinha os retentores originais de ambas as bengalas e o pneu traseiro.

Logo que cheguei, o Carlos já me disse que só poderia fazer o reparo das bengalas na 2ª feira, pois tinha outra moto a reparar hoje. Quanto ao pneu ele o tinha, mas o preço seria mais que o dobro do que me custaria em Sampa, superando R$ 1.100,00. Além disso eu teria que levar para montagem em outro local, com custos adicionais.

Comprei-lhe os retentores das bengalas (R$ 200,00) e acabei comprando dele um pneu traseiro com desgaste quase igual ao meu (R$ 50,00). Eu os levarei até Jujuy para que o Miguel os troque, deixando minhas bengalas novas. O pneu, como faltam uns 2.000km para Jujuy, eu o trocarei lá, para rodar mais uns 2.500km até Sampa ou, pelo menos, até Ciudad del Este – Paraguay para troca, se conseguir.

Analisei a possibilidade de ir até Santiago do Chile para trocar este pneu, porém, gastaria uns  500km ou mais para ir e voltar, mais hotel e o tempo nisso, concluindo ser pouco vantajoso.

Confesso que fiquei meio frustrado, mas fazer o que?  Voltei para o Hostel Alamo com o velho pneu amarrado na moto

Como não eram 11h00, deixei a moto no hostel e fui até a Praça Independencia, já que de lá sai um ônibus sem teto para turismo na cidade, por P$ 34,00 = R$ 12,00.  Chegando lá, esperei com outras pessoas mais de meia hora, até que alguém ligou para a empresa e esta informou que havia cancelado o passeio devido o tempo feio (?). Putz, poderíamos ficar lá por horas!!! Informaram que às 16h00 sairiam.
 



 

Na volta, comprei algo para comer no hostel e fiquei caminhando pela cidade.  Chegando ao hostel, coloquei meu blog em dia, até hoje e comi alguma coisa.  Perto das 15h30, fui à Praça Independencia, encontrando as mesmas pessoas da manhã. Às 16h00 chegou o ônibus sem teto e entramos para visitar o Parque Nacional da cidade e o Cerro da Glória, onde fica o monumento que consta na nota de P$ 2,00.
 
Estava muito frio, mas não havia como se abrigar, era tudo aberto.  Pelo preço do passeio não se poderia esperar muito e pilotar a moto naquele frio pela cidade eu não queria.  O parque é muito bonito, grande e bem no centro da cidade, onde sua entrada é feita sob um enorme portão encomendado à Escócia por um sultão que nunca foi busca-lo. Se pagou, eu não sei, mas um dos governadores de Mendoza, em viagem à Europa, soube do mesmo e o comprou da empresa fabricante. É muito bonito, consta dos principais documentos turísticos da cidade, com pequenas modificações, como a inclusão de um condor e das armas da cidade.
 





 

Todo o parque foi idealizado pelo arquiteto e paisagista francês Carlos Paz e que é considerado um ícone na Argentina por tudo que realizou neste país.  Há alamedas ladeadas por árvores iguais vindas de alguma parte do mundo. Há até palmeiras vindas do sul do Brasil em uma das alamedas.

Havia muita gente andando, correndo, brincando, passeando com seus filhos. Muito legal de se visitar.

Dali fomos ao Cerro da Glória e o mesmo estava fechado pelo Guarda Parques local, devido falta de água para os sanitários. Não houve chance de discutir com o mesmo, pois informou e entrou em sua sede. Acontece que o povão chegava de carro ou de bicicleta e subia a pé, sem se importar com a proibição. Mesmo assim, o motorista, muito desconfortável com a notícia, substituiu o Cerro por uma visita às igrejas velha e nova de N. S. de Fátima e lá fomos nós.  Há uma capela muito antiga, repleta de agradecimentos de seus fiéis nas paredes e uma construção nova muito bonita, ampla e de ótima arquitetura, digna de se visitar e comungar com Deus!
 
 
 






 

Retornamos ao ônibus que, depois de 1,5 hora de passeio, nos deixou na Praça da Independência. Na volta, comprei um vinho, queijo e salame para comer à noite, antes de dormir.

Dei um mini cochilo e agora estou digitando o blog de hoje, com alguma dificuldade, já que perdi meu óculos de leitura. Verei se compro outro em San Juan, para onde irei amanhã, depois do café. Dista umas duas horas e meia daqui, mas tem lugares a visitar, segundo o Miguel.
 
Se tudo der certo, sairei de San Juan na 2ªfeira cedo, seguindo para Villa Unión,  de onde visitarei, a seguir:  Canion Talampaya e Valle de La Luna.  Se conseguir, dormirei em Patquia, por recomendação do Miguel.
 
Já estou falando da próxima 3ª ou 4ª feira, quando pretendo chegar a Tucumán. Depois de visitar meu amigo German e sua família, seguirei para Jujuy, última etapa da viagem à Argentina.
 
Lá visitarei Miguel e família.  Se ele tiver tempo, poderemos fazer uma motocada pelos arredores de Jujuy, onde há muitas paragens bonitas de se ver.

Dalí, minha gente, é só rumar para Assunção e Ciudad del Este, chegando a Sampa, logo em seguida.
 
Acredito que, somando aos já feitos 11.000km nesta viagem, chegarei ao 15.000 ou 16.000km de viagem completa pelas Rutas Nacionais 03 e 40, esta última em fase final de asfaltamento, quando então seus 5.000km de extensão estarão totalmente liberados aos motoviajantes de custom e outras motos.

Daqui a pouco comerei meu queijo e salame bebendo o vinho Benjamin (Malbec) comprado em Mendoza por R$ 12,00.

Por hoje é só.  Fiquem com Deus!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 comentários:

Lucas Zunino disse...

Hola Renato! Quería hacerte saber que llegamos bien a Capitán Sarmiento. Espero que andes bien!
Saludos Lucas y Elisabet.

R. Mecca disse...

Hola, Luca! Quedome alegre com esto! Estoy ahora em mi casa, em São Paulo, habendo llegado ayer a las 13h15. Estoy trabajando em el blog para poner fotos y vídeos. Saludos a Ud y Elisabeth.